domingo, 10 de abril de 2011

O descalabro nas finanças e na economia.


Agiotagem

Numa altura em que boa parte dos portugueses está quase a bater ou já bateu no fundo em termos económicos, em consequência dos cortes salariais, do desemprego, do aumento do custo de vida, da perda de prestações sociais, do aumento dos medicamentos e cuidados de saúde, etc., etc., os representantes do capital daqui e de lá fazem fila para ver se conseguem rapar ainda mais o fundo ao tacho.

Nos média sucedem-se entrevistas, comentários, reportagens sobre a dívida do País, os juros da dívida, as agências de rating, tendo como pano de fundo, qual tragédia grega, o coro afinado dos que pregam a inevitabilidade de recorrer a «ajuda» externa para evitar a bancarrota. Tudo isto com o objectivo de nos convencer que não há alternativa a chamar o FMI, que apesar de ser Fundo não quer saber dos nossos apertos, embora saiba muito bem onde deve abocanhar para fazer jus ao resto do nome: Monetário e Internacional. O que ninguém explica, e não é por acaso nem por ignorância, é o motivo pelo qual o Banco Central Europeu (BCE) continua a financiar a banca à simpática taxa de juro de 1% – sem condições quanto às aplicações desse dinheiro, diga-se de passagem –, quando se sabe que depois esses mesmos bancos, com o nome de «mercados» tão vulgarizado nos últimos tempos, cobram elevadas taxas de juro aos estados, empresas e famílias, obtendo assim chorudos lucros. Fala-se da «inevitabilidade» de chamar o FMI – o tal Fundo das políticas que trituram trabalhadores e povos em nome da economia e dos interesses do capital, como sabemos da nossa própria experiência passada e os actuais exemplos da Grécia e da Irlanda bem atestam – mas não se diz uma palavra da necessidade imperiosa de pôr termo à política do BCE, ditada pelas potências europeias, de não poder comprar dívida dos estados mas poder comprá-la livremente aos bancos após estes terem saciado a agiotagem. Um estudo recente do economista Eugénio Rosa, citando dados do Banco de Portugal, mostra de forma lapidar o resultado de tal política: entre 2008 e 2010, a banca a operar em Portugal obteve do BCE a módica quantia de 82 614 milhões de euros (14 407 em 2008; 19 419 em 2009; e 48 788 em 2010), pela qual pagou uma taxa anual de 1%, ou seja, no total, 826 milhões de euros. Segundo a mesma fonte, no mesmo período, cobrando juros entre 5,05% e 6,87% pelos empréstimos concedidos com o dinheiro obtido do BCE, a banca embolsou 4683 milhões de euros, o que se traduz num resultado líquido de 3828 milhões de euros. Como se isso fora pouco – e ainda de acordo com o Banco de Portugal – a banca, só nos últimos dois anos, beneficiou de tal modo do generoso sistema fiscal português que «poupou» 491 milhões de euros. É fartar vilanagem. Já agora, também vale a pena dizer que as famosas agências de rating – as tais que depois dos bancos nos esmifrarem estão à beira de nos classificar como «lixo» – não são desinteressadas instituições, antes são parte interessada, e muito, em todo este mecanismo: são pagas pelos bancos! E foi a esta gente, a esta política, que PS, PSD e CDS-PP entregaram o País. É a esta gente, a esta política, que querem pedir mais «ajuda». Seria como pôr o pescoço a jeito no cepo para nos degolarem mais depressa.

Lixo... mas não tanto.


segunda-feira, 21 de março de 2011

A «Reforma» pretendida pelo Poder da Direita instalado!




«Reforma» administrativa de Lisboa
Não à negociata PS-PSD


O PCP não vê necessidade de uma reavaliação do mapa administrativo da cidade de Lisboa, conforme defendem PS e PSD, e considera que o acordo a que estes partidos chegaram na Câmara de Lisboa mais os chamados «independentes», «não passa de um acto de gestão de interesses partidários e de favorecimento à política de gestão autárquica que tem vindo a ser levada a cabo» na capital.

Esta «não é uma reorganização que corresponda às necessidades da população», sublinhou o deputado comunista Miguel Tiago, reagindo a uma declaração política do deputado do PS Miguel Coelho que enaltecera o acordo entre o seu partido e o PSD para a redução de 52 para 24 freguesias em Lisboa.

«Com este anúncio e este enfoque do debate em torno da divisão administrativa da cidade o que PS e PSD visam no essencial é disfarçar a erosão e os efeitos que a política de direita, protagonizada tanto por uns como por outros, têm vindo a provocar na cidade, tentando remeter o problema para a questão administrativa», referiu o parlamentar do PCP, que acusou aqueles partidos de selarem o acordo no gabinete e à revelia da população.

Miguel Tiago assinalou ainda que na fusão de freguesias não foi tido em conta em muitos casos «os profundos antagonismos histórico-culturais existentes, do mesmo modo que foram inclusivamente ignorados estudos que legitimaram o PDM».

Mas o que é visto com especial preocupação pelo PCP, segundo foi dito, é que «por trás dos interesses partidários e dos “acordos entre amigos” estão, muitas vezes, à sombra, outros interesses que disputam a cidade de Lisboa, desde as águas, ao saneamento ou aos créditos de construção».



90º Aniversário do PCP - 90th Anniversary of the Portuguese Communist Party

90º Aniversário do PCP!

Realizou-se em Lisboa um comício comemorativo do 90º aniversário do PCP, neste momento de celebração e alegria, o Partido dirige-se aos trabalhadores e ao povo português reafirmando a sua determinação em prosseguir o seu compromisso de sempre – a luta pela liberdade, a democracia e o socialismo.

Também a Organização do PCP na ZOL (Zona Ocidental de Lisboa) realizou, no C.T. de Alcântara, uma sessão comemorativa celebrando o Aniversário do Partido que teve uma grande participação de militantes e amigos.
Para além de um almoço que foi do agrado das pessoas presentes, houve uma intervenção de esclarecimento da História do Partido ao longo dos 90 anos da sua vida activa, de resistência e luta, tendo terminado com um apontamento de animação cultural.

Adm.do Blogue.


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Centenas de milhares votaram pela ruptura e pela mudança


Centenas de milhares votaram pela ruptura e pela mudança.


Encontro marcado na luta que continua.


Para Francisco Lopes, «as centenas de milhares de votos nesta candidatura significam centenas de milhares de vozes que se levantaram a dizer “basta!”, a exigir a mudança». Na reacção aos resultados eleitorais do passado domingo o candidato garantiu, ainda, que «temos encontro marcado na luta que continua», palavras secundadas pelo Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, para quem «a corrente de mobilização que a candidatura de Francisco Lopes suscitou», se projecta nas «batalhas políticas que a situação do País e a política de direita impõem aos trabalhadores e ao nosso Partido».

Confirmada a reeleição de Cavaco Silva à primeira volta das presidenciais – embora com a votação mais baixa de sempre para um segundo mandato, como sublinhou Francisco Lopes –, e a confiança depositada por mais de 300 mil eleitores, 7,14 por cento do total (ver quadro anexo), na candidatura patriótica e de esquerda, o candidato comunista, também apoiado pelos Verdes e Intervenção Democrática, fez a primeira declaração da noite na sede do PCP.

Começando por saudar as forças políticas e os milhares de homens, mulheres e jovens sem filiação partidária que neste combate deram o melhor da sua energia e criatividade, bem como o mandatário nacional, José Barata-Moura, e os demais mandatários da candidatura, Francisco Lopes considerou os votos obtidos «um claro sinal de exigência de mudança na vida nacional», votos que, garantiu, pesam e pesarão «na acção para abrir um caminho novo para Portugal».

Confirmando-se, na campanha e nas urnas, como um imperativo nacional, esta candidatura foi singular por ter colocado ao povo português «a questão essencial do tempo em que vivemos», a saber, «a necessidade da ruptura e mudança face a um rumo de declínio e injustiça social que conduziu o País para o atoleiro em que se encontra, e a adopção de um novo rumo patriótico e de esquerda, vinculado aos valores de Abril e à concretização do projecto consagrado na Constituição da República Portuguesa», acrescentou.

Vincada a diferença

Nenhuma das outras candidaturas se apresentou aos portugueses desta forma, por isso, frisou ainda Francisco Lopes, é justo destacar que «esta foi a candidatura que trouxe para a campanha e para as opções actuais e futuras os problemas e aspirações dos trabalhadores e do povo, a necessidade de pôr termo à abdicação dos interesses nacionais e à subordinação do poder político aos interesses da especulação de um número reduzido de famílias, accionistas, gestores e beneficiários dos grupos económicos e financeiros, afirmando a independência nacional e a soberania do povo sobre o futuro do País».

No mesmo sentido, a candidatura de Francisco Lopes traduziu, ao contrário de todas as outras, a afirmação do «caminho da produção nacional, da criação de emprego, da valorização do trabalho e dos trabalhadores, da resposta ao presente e futuro das novas gerações, do direito das mulheres à igualdade na lei e na vida, do papel dos intelectuais e quadros técnicos, dos homens e mulheres da cultura, do respeito pelos direitos e a dignidade dos reformados pensionista e idosos e das pessoas com deficiência, da defesa dos direitos dos imigrantes e das comunidades portuguesas no estrangeiro, dum sector público determinante nos sectores básicos e estratégicos, do apoio aos micro, pequenos e médios empresários, da defesa e valorização dos serviços públicos, da soberania nacional e da democracia política, económica, social e cultural».

Não tendo quaisquer compromissos com a política de direita, «a candidatura que marcou a diferença pelo percurso, pela verdade, coerência, objectivos e projecto» reitera o «compromisso duma intervenção que vai continuar», salientou Francisco Lopes, lembrando igualmente que «muito além da sua expressão em votos», esta candidatura granjeou «a simpatia, o apoio e a identificação» populares, dinâmica que não só não se perde como «constituem um importante contributo para novas opções políticas».

Combater sem tréguas

Referindo-se directamente à reeleição de Cavaco Silva, Francisco Lopes considerou-a um factor de «agravamento dos problemas nacionais». O actual presidente e as suas responsabilidades na situação dos trabalhadores, do povo e do País, só foram confrontados «de forma séria consistente, coerente, determinada e corajosa», pela candidatura comunista, «que se afirmou na crítica e na proposta como a verdadeira alternativa», precisou.

«O capitalismo e a sua natureza exploradora, opressora e predadora; as políticas da União Europeia e a política de declínio, injustiça e afundamento do País aí estão a querer cilindrar, sempre mais, o povo e o País», alertou. Neste quadro, e tendo em conta que «as centenas de milhar de votos nesta candidatura significam centenas de milhares de vozes que se levantaram a dizer basta, a exigir mudança, uma nova política, um futuro melhor», Francisco Lopes garantiu que «temos encontro marcado na luta que continua e se vai intensificar, para vencer o declínio nacional e as injustiças sociais, para construir um Portugal com futuro, uma sociedade mais justa».

Declaração de Jerónimo de Sousa
Prontos para a batalha

Depois da declaração do candidato, o secretário-geral do PCP enfatizou alguns dos aspectos que mais sobressaíram neste acto eleitoral.

Começando por reiterar «a justeza e importância da decisão do PCP de intervir com uma voz própria e autónoma no debate e esclarecimento sobre a situação do País e os seus responsáveis; sobre o papel e poderes exigidos ao Presidente da República e sobre a imperiosa necessidade de uma ruptura com a política de direita», Jerónimo de Sousa lembrou que o apoio à candidatura de Francisco Lopes «contará mais do que qualquer outro para a necessária e imprescindível continuação da luta», análise sustentada pelo facto de a votação obtida ter sido construída «na base de uma empenhada intervenção e mobilização populares que, combatendo a resignação e o conformismo, vencendo silenciamentos e discriminações, trouxe a esta campanha um projecto de esperança e confiança nos trabalhadores, no povo e no País».

«A reeleição de Cavaco Silva – continuou – culmina de forma negativa estas eleições presidenciais», significando «não apenas a persistência dos problemas, mas um salto qualitativo no seu agravamento», assim como «um acrescido factor de ânimo para novos ataques ao regime democrático, aos valores e conquistas de Abril».

«Uma reeleição construída com base na abusiva utilização das suas funções institucionais e dos meios da Presidência, assente na dissimulação descarada das suas responsabilidades pelos problemas nacionais e pelas opções e medidas que atingem a vida de milhões de portugueses e na intolerável chantagem sobre os eleitores», acusou o dirigente comunista, considerando que Cavaco na Presidência «assegurará estabilidade à política de direita» e «mais instabilidade na vida dos trabalhadores e do povo».

Cavaco Silva foi reeleito com o menor número de votos em sufrágios análogos, facto que «põe em evidencia o juízo negativo sobre o exercício das suas funções» no contexto de «um resultado também marcado por um inquietante crescimento da abstenção que, em si mesma, é expressão da condenação da política de direita», referiu ainda.

Mas para o secretário-Geral do PCP, «a corrente de mobilização que a candidatura de Francisco Lopes suscitou projecta-se num futuro próximo como um factor essencial para o desenvolvimento da luta e das batalhas políticas que a situação do País e a política de direita impõem aos trabalhadores e ao nosso Partido», palavras que os presentes saudaram com um determinado «a luta continua».


Avante!







Campanha Eleitoral de Francisco Lopes em Belém


No âmbito da Campanha Eleitoral de Francisco Lopes, candidato à Presidência da República, a Comissão de Freguesia do PCP realizou uma Sessão de Esclarecimento na centenária SMIL (Sociedade Musical de Instrução Libertada) vulgarmente conhecida pelo «Solidó», na Calçada do Galvão, nº 51, com a participação de Libério Domingues, Mandatário Distrital da Candidatura, assim como de José António Alves Coelho Membro do PCP eleito na Assembleia de Freguesia de Santa Maria de Belém.
A referida sessão teve uma participação significativa, foi bastante animada, com intervenções de interesse social e político, versando questões económicas e laborais que presentemente preocupam os portugueses, designadamente; os trabalhadores, os reformados e os jovens.
Esta e muitas mais sessões realizadas em todo o País proporcionaram uma importante votação em Francisco Lopes cuja candidatura se apresentava como Patriótica e de Esquerda, marcando, destacadamente, a diferença.
Francisco Lopes não estava, nem está, comprometido com a aprovação dos sucessivos PEC’s nem com Orçamento de Estado firmado nos acordos do PS com a Direita e que apenas trazem medidas recessivas na Economia e afectam a qualidade de vida dos Portugueses.

Adm. do Blogue.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Sesssão de Esclarecimento em Belém-Lisboa


A Sessão Pública de Esclarecimento que se realizará no próximo Sábado, 15 de Janeiro, pelas16,00, na S.M.I.L.(Solidó), reveste-se de fundamental importância, num momento da campanha eleitoral para a Presidência da República em que os eleitores da Freguesia de Belém, designadamente os trabalhadores, os reformados,as mulheres e os jovens, assim como os estratos sociais mais afectados pela desastrosa política de Direita, devem, em consciência, optar por uma escolha preferencial, votando em FRANCISCO LOPES, que constitui sem dúvida a garantia dos ideais de Abril consagrados na Contituição da República.
Adm. do Blogue

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Mensagem de Ano Novo de Francisco Lopes



Uma verdadeira candidatura patriótica e de Esquerda à Presidência da República!

O déficite informativo é um facto evidente!

Balanços de fim de ano

É certo e sabido: aproximando-se o fim de cada ano, não há órgão de comunicação social que resista a fazer balanços sobre os acontecimentos do ano que passou. Nada contra o exercício, que até é útil para recordar as imagens e os acontecimentos dos últimos 12 meses.

O que está em causa é o critério. Vê-se, ouve-se e lê-se os balanços mais variados – os acontecimentos políticos, as maiores tragédias, as mais espantosas conquistas científicas, artísticas e desportivas – com a escolha de especialistas, com base nas opiniões das redacções ou em modelo «opinião pública» nas rádios e nas televisões nacionais. E falta sempre qualquer coisa – luta.

É verdade que numa ou noutra escolha lá aparecem imagens de manifestações em França ou na Grécia – quanto mais longe, melhor –, de preferência mostrando violência, gente encapuçada e coisas a arder. Sempre sem referir a razão, a dimensão e o objectivo do protesto.

Sobre a luta em Portugal – nada. E caramba! – se houve anos em que a luta dos trabalhadores e das populações esteve acesa no nosso país, 2010 foi um deles. Manifestações de dimensão histórica – a de 29 de Maio em Lisboa, para só referir uma – ou uma das maiores greves gerais de sempre não parecem ter espaço nestes balanços oficiais do regime.

Ainda cheios de espírito natalício, podemos condescender e pensar que as listas, sendo feitas com base na cobertura noticiosa dos últimos 365 dias, não podiam incluir o que teve tão pouco destaque logo na altura. Mas estas coisas não são feitas por acaso, nem por inocência.

A invisibilidade da luta, no dia a dia como em tempos de balanço, cumpre um objectivo bem definido: alimentar a ideia de que não há alternativa, que temos que nos conformar, que quem pensa e age diferente está não só enganado como isolado. Sozinho. Mostrar as tais imagens «violentas» da luta noutros países só pretende contribuir exactamente para o mesmo objectivo.

A solução não passa por truques de magia. Passa por protestar e intervir sempre que se possa nos órgãos de comunicação social. Passa por envolver cada vez mais e mais gente na luta. E passa por divulgar cada vez mais o Avante! – o único jornal que relata, estimula e valoriza a luta.

Margarida Botelho





segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Para os democratas mais avisados não é novidade!

A importância da Wikileaks

«Manuel Alegre, is often said to want to form his own party in rebellion against the centrist-drifting PS. He tells us privately that is not the case, although he would not rule it out publicly just yet.» A frase é esta, a data é de 2 de Junho de 2009, e pertence a um dos telegramas da Embaixada dos EUA em Lisboa que o site Wikileaks tornou público recentemente. A tradução é mais ou menos esta: «Diz-se que Manuel Alegre quer criar um partido próprio, em rebelião contra a deriva centrista do PS. Ele disse-nos em privado que não é esse o caso, apesar de não o excluir publicamente ainda».

Como a maioria dos telegramas já divulgados, este também não contém qualquer novidade para quem anda informado. Só para os mais ingénuos participantes do Fórum das Esquerdas não estava já evidente que o projecto de Alegre não era outro senão o de conseguir o apoio do PS para a sua candidatura presidencial a troco de ajudar a manter na esfera do PS o descontentamento com a política praticada pelo próprio PS.
Mesmo o facto, mais grave, que Alegre terá informado das suas reais intenções a Embaixada dos EUA enquanto iludia o povo português, é algo conhecido do comportamento dos dirigentes históricos do PS, pelo menos, desde a chegada de Carlluci a Portugal em 74.

Da mesma forma que não trazem nenhuma novidade informações reveladas noutros telegramas, como a de que o primeiro-ministro mentiu sobre os voos da CIA ou a de que um banqueiro se ofereceu para servir de agente secreto de uma potência estrangeira.

Até pelo tipo de documentos, a informação verdadeiramente secreta não se encontra neste material agora tornado público. Não encontraremos algo como as actas da reunião de Kissinger e Ford com Suharto a autorizarem a invasão de Timor pela Indonésia. E mesmo estas, quando foram tornadas públicas, apenas provaram algo que o PCP afirmava desde o dia da invasão.

E no entanto, estas insignificantes fugas de informação que o site Wikileaks promoveu, colocaram o Império e os seus lacaios em alvoroço, e serviram para alertar, indignar e revoltar milhões de cidadãos.

Assumindo uma importância extraordinária, que reflecte, antes de mais, a fragilidade do estado de desinformação em que o Imperialismo mantém as massas, e o papel desta manipulação na preservação do seu poder.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A discriminação intolerável das mulheres com deficiência.


Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

MDM denuncia discriminações

Por ocasião do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, o Núcleo de Viseu do Movimento Democrático de Mulheres (MDM) manifestou a sua solidariedade para com «as mulheres portadoras de deficiência» e denunciou «a discriminação intolerável de que são vítimas».

«Na realidade, as mulheres com deficiência são sujeitas a múltiplas discriminações por serem mulheres e terem uma deficiência: na participação no mercado de trabalho, na educação e formação, na protecção social, no acesso a bens e serviços essenciais, no acesso à cultura, à saúde, na participação social», salienta, em nota de imprensa, o MDM, que alerta para o facto de «a situação económica, social, cultural e política destas mulheres está longe de cumprir o respeito por direitos básicos».

As mulheres portadoras de deficiência estão ainda em desvantagem no acesso e manutenção do emprego, uma vez que são as primeiras a ser despedidas e as últimas a conseguir um emprego. «A inacessibilidade do meio, a ausência de transportes adaptados e a inadaptação do posto de trabalho constituem factores de discriminação graves», denuncia o Núcleo de Viseu do MDM.

Por outro lado, as mulheres e as meninas deficientes são mais vulneráveis aos abusos no seio da família ou nas instituições - um grande número delas é vítima de violência física, psicológica e sexual. «Não são encorajadas a descobrir a sua própria sexualidade, a planear uma vida a dois. São aconselhadas a evitar a maternidade, sendo-lhes mais vezes negada a assistência médica de maternidade e forçadas à esterilização. São profundamente desvalorizadas», acrescenta o MDM.

Na imprensa

Não haja confusão!

Não estão todos no mesmo barco !

Anda pelo país – e não só – uma grande revoada de apelos às ajudas misericordiosas.
Fala-se muito em interajuda, em solidariedade, em «protecção dos mais desfavorecidos pelos que não se encontram tão atingidos pela «adversidade»..
Sujeitos de papada gorda afirmam com ar convicto que «a luta de classes está ultrapassada»; senhoras de rosto seráfico garantem que «numa sociedade em dificuldades as lutas só vêm dificultar as soluções».
Os partidos de direita em coro com o PS repisam que «é necessária uma conjugação de todos para ultrapassar as dificuldades». E o Presidente-Candidato garante: «eu bem avisava» (só que ninguém deu por isso!).
A conciliação de interesses é sempre uma forma tentada pelos círculos dominantes (e pelo poder) para amortecer, dificultar ou impedir as lutas contra eles travadas. Modernamente tem como pano ideológico de fundo as veemência do ultra-liberalismo económico e a via reformista da social democracia (por vezes com discreto recurso à doutrina social da Igreja).
Portugal tem uma dolorosa experiência de onde podem levar essas piedosas declarações.
Só que, em Portugal, a conciliação foi imposta à força, cm o «Estado Novo Corporativo», figura jurídica de topo que representava politicamente um povo submetido com mão de ferro aos interesses do capital dominante, em todas as estruturas «sociais» do regime fascista: e qualquer organização social que tentasse fugir a esta «harmonia nacional» era simplesmente ilegalizada.
Não é fácil aos modernos conciliadores fazer o mesmo. Mas a filosofia que tentam instalar é idêntica: vai directamente à preparação de um conformismo atentista e desistente - socialmente instalado como solução «credível», «de bom senso», «pacífica» e de «urgente necessidade».
Mas atenção: é que em Portugal e no mundo – não estão todos no mesmo barco...
As classes sociais existem, e os que as negam bem sabem que sim. Muitas vezes o que querem é apresentar-se como clientes das classes privilegiadas...
Na sociedade capitalista não têm todos os mesmos interesses – nem podem aceitar as soluções que os senhores da Banca querem impôr ao mundo.

Por isso mesmo: A LUTA CONTINUA!

Por :Aurélio Santos





domingo, 28 de novembro de 2010

Diligências efectuadas pelo PCP na CML a fim de tratar dos problemas reais que afectam a população.

Alcolena e Terras do Forno, Santa Maria de Belém.

O PCP interrogou a CML sobre assuntos diversos relativos à vida e bem-estar das populações, tais como: projectos de reparação dos pavimentos das ruas do bairro de Alcolena e medidas previstas para regrar o trânsito nesta área, paradeiro do Painel de Azulejos retirado do N.º 14 do Largo do Galvão, planos de requalificação do Largo do Galvão, projectos previstos para o lote municipal referido, bem como informações sobre o reforço da limpeza nesta área, previsão de calendarização de obras para as ruínas do Largo Domingos Tendeiro.
Aguardamos a resolução destes problemas e insistiremos para obter o sucesso desejado.
Adm. do Blogue

Reflexos do sucesso da GREVE GERAL

Viva a Greve Geral

«A luta continua!»

Podem escrever e dizer o que quiserem; podem até dizer que não há à luta ou que lutar não vale a pena; podem ocultar, desvirtuar o valor dessa luta – mas o que não podem nem conseguem esconder é que ela existe e está aí com toda a sua pujança exprimindo as contradições de interesses entre aqueles que trabalham e produzem a riqueza e aqueles que, donos dos meios de produção e da alta finança, se apropriam de forma escandalosa do valor do trabalho.
Apesar da ladainha, dos atropelos, da pressão e ameaças aos trabalhadores e da enorme campanha ideológica que vendendo a tese da compreensão quanto ao direito do exercício da greve, logo recorrem ao arsenal argumentativo do costume com vista à sua desvalorização, a Greve Geral do dia 24 de Novembro constituiu um enorme êxito para os trabalhadores e para o prosseguimento da luta.
Digam, pois, o que disserem que aqueles que participaram sabem que ali, em cada empresa e local de trabalho, muitos dos seus companheiros de trabalho pararam demonstrando ao Governo e ao grande patronato base de sustentação do poder político burguês a força da sua razão e do seu querer para acabar com as injustiças, trilhando um caminho novo, o caminho de Abril.
Cada trabalhador que aderiu à Greve Geral contou e contará com a força da razão, com a solidariedade dos seus companheiros de trabalho, com apoio do Movimento Sindical Unitário e do PCP, não esteve nem estará sozinho na luta. Vencer o medo de perder o emprego e de represálias é um acto de coragem e de dignidade de cada um que encontrou e encontrará na força colectiva a força para derrotar o medo e a repressão.
Milhares de trabalhadores de variados sectores deram mais uma vez voz ao seu descontentamento, recusando a política das inevitabilidades que faz sempre recair sobre os mesmos o peso da factura de uma crise para a qual não contribuíram, reclamando em simultâneo uma nova política que aposte na produção nacional, no investimento público na dinamização da economia, na criação de emprego com direitos e em salários que valorizem o trabalho e os trabalhadores.
A Greve Geral de 24 de Novembro foi um acto de grande importância na luta dos trabalhadores portugueses. Mas um acto que não foi isolado, que não nasceu de geração espontânea. Ela teve atrás de si um enorme caudal de lutas de empresa e sector convocadas pelos sindicatos de classe e de lutas gerais convergentes convocadas pela CGTP-IN que expressaram de forma clara o descontentamento com o caminho e o rumo de desastre nacional e de exploração, a que o poder e os apoiantes da sua política como o PSD, o CDS-PP e o grande patronato conduziram o País.
Que se desenganem os senhores do dinheiro: a Greve Geral não fechou o ciclo da luta, antes rasgou novos horizontes, despertou consciências, fortaleceu convicções para a luta que vai ter que continuar pela ruptura e a mudança, pela justiça social, pela democracia e o socialismo.


http://www.avante.pt/pt/1930/opiniao/111469/

terça-feira, 23 de novembro de 2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Mais um caso de oportunismo político que lesa o Estado e muita gente!








A notícia redigida e publicada pelo jornalista José António Cerejo, no Jornal “O PÚBLICO”,http://http//jornal.publico.pt/noticia/17-11-2010/assessor-do-ps-na-camara-de-lisboa--recebeu-41100-euros-indevidamente-20636287.htm no passado dia 17 do corrente mês, atesta claramente aquilo que a CDU tem alertado nas campanhas eleitorais e através das sua regular permanência nas sessões das Assembleias de Freguesia, nomeadamente denunciando o oportunismo dos agentes da política de Direita, cuja intenção apenas se limita a obter benefícios pessoais ou de grupo subestimando os reais interesses da Freguesia e menosprezando a evolução da qualidade de vida da população.
Não será preciso experimentarmos mais trinta anos de vivência democrática para chegarmos à conclusão que a vocação destes «yuppies» dos partidos ditos socialistas, antagonistas duma viragem à Esquerda, persiste, teimosamente, em degradar a imagem que o Povo guarda dos políticos.


No presente caso trata-se do coordenador do PS em Belém.
Efectivamente,os políticos, não são todos iguais nem semelhantes!
Cumpre-nos, como é óbvio, denunciar o que entendemos que não serve a Democracia.
Saibamos interpretar o empenhamento, a competência, trabalho e honestidade dos militantes do PCP nos Órgãos do Poder Local, apoiando e estimulando o seu trabalho autárquico.




Adm. do Blogue.

Público - Assessor do PS na Câmara de Lisboa recebeu 41.100 euros indevidamente

Público - Assessor do PS na Câmara de Lisboa recebeu 41.100 euros indevidamente

As armas não lavram terra!!!




Grande manifestação popular, promovida pela campanha «Paz Sim, NATO, Não», plataforma que integra mais de 100 organizações, juntou mais de 30 mil pessoas, em Lisboa, em luta contra a guerra, contra a NATO, pela Paz.




sábado, 6 de novembro de 2010

Declaração de Francisco Lopes, Candidato à Presidência da República

No próximo dia 17 do corrente mês realizar-se-á na ASA, Academia de Santo Amaro, em Lisboa, uma Sessão de Esclarecimento no âmbito da Campanha Eleitoral para a Presidência da República, onde o nosso Candidato FRANCISCO LOPES estará presente e onde todos nós, cidadãos interessados numa Pátria onde sobre tudo haja justiça social e seja observado o cumprimento da CRP, demonstraremos o nosso apoio a uma candidatura bem diferente das outras que suscitam sérias dúvidas quanto à garantia da sociedade que desejamos para um Portugal soberano e promissor.

Viva a Revolução de Outubro de 1917!


Por todo o Mundo realizam-se celebrações para comemorar a "A Grande Revolução de Outubro de 1917" que teve lugar na Rússia e que, a partir dessa victória do proletariado sobre uma burguesia incapaz de resolver as graves situações; política e social que os trabalhadores e o povo enfrentavam, virou uma nova página no rumo do Progresso.

A partir dessa importante data para a História da Humanidade, referência obrigatória para quem pretende atingir uma sociedade sem classes, foi criado o primeiro Estado Socialista:

A URSS que integrou 15 repúblicas progressistas e que se solidarizou com as prementes necessidades dos povos explorados e oprimidos em todo o Mundo.

Hoje, no Centro de Trabalho de Alcântara , em Lisboa, reconstruído e renovado, os militantes e amigos do PCP, comemoraram a efeméride com alegria , determinação e esperança.


Viva A GRANDE REVOLUÇÃO DE OUTUBRO DE 1917.